sábado, 11 de dezembro de 2010

WiKiLeaks


WikiLeaks
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WikiLeaks é uma organização transnacional sem fins lucrativos, sediada na Suécia, que publica, em seu site de fontes anônimas, documentos, fotos e informações confidenciais, vazadas de governos ou empresas, sobre assuntos sensíveis. O site foi construído com base em vários pacotes de software, incluindo MediaWiki, Tor e PGP. Apesar do seu nome, a WikiLeaks não é uma wiki - leitores que não têm as permissões adequadas não podem editar o seu conteúdo.
  Para a postagem, a WikiLeaks recomenda vivamente o uso do Tor, visando a preservar a privacidade dos seus usuários, e garante que a informação colocada pelos usuários não é rastreável. O site, administrado por The Sunshine Press, foi lançado em dezembro de 2006 e, em meados de novembro de 2007, já continha 1,2 milhões de documentos. No site, a organização informa ter sido fundada por dissidentes chineses, jornalistas, matemáticos e tecnólogos dos Estados Unidos, Taiwan, Europa, Austrália e África do Sul. Seu diretor é oaustraliano Julian Assange, jornalista e ciberativista.


     O projeto WikiLeaks foi mantido em segredo até janeiro de 2007, altura em que Steven Aftergood, editor doSecrecy News, veio a público apresentar o site. Entre os organizadores, contam-se dissidentes do governochinês. Os organizadores afirmam que a WikiLeaks constitui uma entidade autorregulada. Citando: "WikiLeaksirá providenciar um fórum onde a comunidade global poderá examinar qualquer documento, testando a sua credibilidade, plausibilidade, veracidade ou falsidade."[carece de fontes]

   Em abril de 2010, o site publicou um vídeo mostrando um helicóptero Apache dos Estados Unidos, no contexto daocupação do Iraque, matando pelo menos 12 pessoas - dentre as quais dois jornalistas da agência de notíciasReuters - durante um ataque a Bagdá, em 2007. O vídeo (Collateral Murder) é uma das mais notáveis publicações do site. Outro documento polêmico mostrado pelo site é a cópia de um manual de instruções para tratamento de prisioneiros na prisão militar norte-americana de Guantánamo, em Cuba.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Guerra no Rio


Guerra civil no Rio de Janeiro

 Autoridades invadiram, com êxito, Complexo do Alemão. "Limpeza" deverá demorar meses


     As forças de segurança cumpriram, ontem, a ameaça da véspera: invadir o Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, caso os traficantes não se rendessem. A operação resultou em êxito, com importantes criminosos presos. Foi o início de uma acção que será longa.
Eram 8 horas da manhã no Rio (10 horas em Portugal Continental) quando as polícias militar, civil e federal, reforçadas com elementos dos três ramos das Forças Armadas, invadiram o Complexo do Alemão (um conjunto de 14 favelas, situado na zona norte, junto a uma rodovia que conduz ao aeroporto internacional). Ao todo, eram cerca de 2600 agentes, apoiados por tanques.
Segundo o coronel Mário Sérgio Duarte, comandante-geral da Polícia Militar, os criminosos não ofereceram resistência. Muitos poderão ter conseguido fugir pelas condutas das águas pluviais, já que alguns foram presos quando o tentavam fazer.
  
 Às forças da ordem cabe, agora, o trabalho de vasculhar cada uma das casas, trabalho gigantesco que levará tempo. A tarefa é facilitada por denúncias anónimas feitas pelos habitantes das favelas - que ambicionam o fim do poderio dos traficantes - através da linha telefónica "Disque-Denúncia".
Satisfeitos com o êxito da operação, os policiais ergueram, ao início da tarde, uma bandeira do Brasil no alto do teleférico do Alemão, como símbolo da ocupação do espaço. Como nas guerras.
   
  O governador do Estado do Rio mostava-se satisfeito com o apoio dado por todas as forças da autoridade ali presentes. Em entrevista à TV Globo, disse que o principal objectivo é "recuperar 30 anos de abandono, populismo e confusão". Mais tarde, soube--se que a presença das Forças Armadas no complexo será por tempo indeterminado, podendo estar ali meses, e com um efectivo mais reforçado.

  Ao longo do dia, além da captura de criminosos, as autoridades conseguiram também apoderar-se de cerca de 10 toneladas de droga. Uma curiosidade: a Polícia conseguiu localizar a casa do chefe do tráfico, Gideones de Lima Santos, um imóvel dotado de requintes de luxo, com piscina, ar condicionado, hidromassagem e quatro televisores LCD. De igual forma, encontraram uma casa que servia de hotel a traficantes e um laboratório para refinameno de cocaína.

     Reportagem detalhada do Jornal Noticias .